“Sou um amante da arte, principalmente pelo seu poder transformador”

O escritor Carlos Junior Hartwing Pereira está lançando pela Pragmatha Editora a obra “O que as palavras revelam de mim”. Trata-se de uma coletânea de poemas que versam sobre a vida, sobre o amor e questionamentos existenciais. Nesta entrevista, o autor fala sobre suas fontes de inspiração, referências e o significado do livro.

Como surgiu a Ideia do Livro?

Sou um amante da arte, principalmente pelo seu poder transformador. A poesia possui um encanto que me prende, não sei como explicar, é bom, por isso tamanha admiração. Os últimos anos se apresentaram de forma extremamente representativa no que tange conceitos em que acredito de como saber levar a vida. Isso, de alguma forma, foi uma espécie de estopim, e assim despretensiosamente me encorajei, e me permiti, saborear esta aventura na criação desta obra.

Foi quanto tempo de dedicação até ele ficar pronto?

Não tínhamos conhecimento de como transformar os poemas de uma forma aleatória em um conjunto de temas que originariam esta obra. Os tempos em que vivemos na pandemia foram norteadores nesta construção. Podemos delimitar este período entre dois e três anos. Talvez possa parecer longo para quem tome conhecimento ao ler este relato, mas para quem está no início deste caminho é necessário responder à autocritica inúmeras vezes a fim de compreender esta relação do quão pronto o material está para ser publicado.

Como era sua rotina de escrita?

A escrita surgiu em minha vida já tem alguns bons anos. Ela foi se aprimorando no decorrer do tempo, principalmente depois de conhecer a minha esposa. Ela, professora e administradora, me apoiou muito ainda antes do nascimento do nosso maior amor, que é nossa filha.

Quais foram os maiores desafios durante este trabalho?

Certamente acreditar. Sim, acreditar que isso algum dia seria possível. Porque não é fácil vencer a inércia motivada pela autocritica. E posteriormente você precisa encontrar algum motivo que lhe impulsione para o próximo passo. Este foi um processo muito desafiador durante o trilhar deste caminho.

Quais as principais fontes de inspiração?

Gosto muito de ler, assistir ou ouvir obras sobre o cotidiano, tempo, vida, história, saudade, amor etc. Busco nos autores a forma como conduzem pela palavra uma certa exigência de tempo para a compreenssão do que na obra está contido. Isso é fascinante e por isso invisto tempo naqueles  que sabiamente conduzem a palavra por sabedoria e vivência a temas do nosso regional e nativismo. Mas também ofertam com tamanha habilidade doces versos repletos de poesia e amor. Aprecio a poesia onde ela está contida, seja no verso, na música, em uma bela interpretação e principalmente na vida. São nestes múltiplos meios que mergulho para aguçar a inspiração..

O livro pretende deixar alguma mensagem aos leitores?

Nunca vislumbrei tamanha pretensão, mas o livro, através da poesia, oferta temas reflexivos que abordam sobre a importância do viver no presente, no agora. Também conduz para uma compreensão sobre a oportunidade que este tempo nos permite de no tornarmos seres humanos capazes de mais empatia, compaixão e respeito, pois aqui estamos pelo propósito do amor e da felicidade.

O que significa para você a publicação desta obra?

Esta obra possui um significado de reconstrução para o entendimento de que sentir é sim para ser sentido, sem medo de qualquer objeção ou julgamento. Afinal, somos completamente feitos de “sentimentos” e por isso não podemos nos permitir viver com tal desprezo. Isso seria uma completa injustiça.

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