Sobre escrever em tempos de pandemia

Escrever é um ato solitário, na quase totalidade das vezes. Em tempos de pandemia, assumiu ares de terapia. Perguntamos aos autores de “Pandemia: tempo de prosa e poesia” sobre qual a importância de manter uma produção literária durante esses tempos duros impostos pela pandemia de covid-19. Confira:

Márnei Consul: O sentimento é de dever cumprido, por manter o Grêmio Literário Patrulhense ativo mesmo em tempos tão difíceis. A literatura não pode parar!

Sinara Foss: O dia de amanhã é uma incógnita. Não sabemos o que nos espera e àqueles que amamos. Escrever neste momento, em que o mundo e principalmente o Brasil soçobrou num mar de medo e dúvidas, é um ato de manter-se vivo.

Joelson Machado de Oliveira: Participar de “Pandemia: tempo de prosa e poesia” foi para mim por demais importante. Foi uma maneira de enfrentar e me imunizar ao mesmo tempo. Enfrentar este momento difícil com armas que não me expunham nem agridem ninguém e, imunizando, quando escrevo, com ternura, momentos lindos que vivi, escritos esses que me ajudaram a aplainar as rudezas desse enfrentamento.

Elita Portal de Fraga: A obra permitiu que se falasse de algo pertinente para o momento e ainda fez com que o grupo se mantivesse ativo e unido.

Rosalva Rocha: Escrever, pra mim, sempre é maravilhoso, mas escrever em tempos tão difíceis foi uma rica experiência. Este livro reforçou em mim o que eu mais precisava para enfrentar dias pesados: coração aberto e esperança.

Tokinho Barcellos: Nesse momento muito delicado, escrever é uma forma de se sentir forte e imune à pandemia. Colocar para fora os sentimentos.

Mario Antonio Barcelos: Este livro traz uma noção clara do tempo de cada um de nós frente à pandemia que vem se apresentando há mais de um ano, provocando uma reflexão sobre a importância de estarmos juntos, mesmo que de forma isolada. O sentimento traduz o sentido do oculto individual. Por outro lado, fica aqui o nosso compromisso em seguirmos firmes na escrita, rumo a um mundo promissor.

Jussara Muller de Assis: Nossas vidas foram desviadas do seu curso natural. Durante este tempo, muitas atividades foram interrompidas. Mas em meio ao caos, nossos sentimentos estão presentes na obra “Pandemia: tempo de prosa e poesia”, do Grêmio Literário Patrulhense.

Silvia Heller: Sinto-me agradecida por participar do livro. Foi especial nesse momento de tantas incertezas relatar nossos sentimentos.

Carmen Lucia Maciel: Na pandemia, quando o mundo está de cabeça para baixo, surge a necessidade de buscar um eixo, centrar-se, sentir segurança. Para mim, escrever é motivo de equilíbrio, de harmonia, de me colocar inteira no papel. Logo, fazer textos e condensá-los nesta obra foi lindamente compensador, enriquecedor, restaurador. Adorei.

Marilani dos Santos Bernardes – Estes são tempos em que nos voltamos bastante para introspecção e reflexão. Escrever, para mim, é uma terapia, entre algumas que busquei para suportar o confinamento. Escrever acaricia os meus sentidos. Compartilhar produções escritas desperta sentimentos de afetuosidade e união, tão necessários neste momento…

Ana Clara Maciel – Neste momento de incertezas e angústias, de reorganizarmos nosso cotidiano a atual realidade, através da escrita manifestamos nossos sentimentos e, algumas vezes, até nos transporta para lugares que agora não podemos partilhar.

Walter João Pütten – Um ano de quarentena nos induz a realizar coisas que façam as pessoas refletirem na vida que se leva. Este livro proporciona o sentimento de participar da união das pessoas da comunidade através dos seus textos.

Tereza Araujo – Este livro, que foi escrito em pleno auge da pandemia, é a força, a resiliência e a determinação dos membros do Grêmio Literário de Santo Antônio, que nunca desistiram de amar, de sonhar e de acreditar na força desse grupo que se manteve unido, embora cada um na sua casa.

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