Provocações: Integrantes do Clube da Prosa falam sobre a experiência da escrita sob desafio

E se você fosse convidado a escrever sobre um tema novo, diferente, tirando-o da zona de conforto e ao mesmo tempo sendo incentivado à prática de uma rotina enquanto escritor? Este é o objetivo da oficina Provocações, da Pragmatha Editora. Por meio de desafios distribuídos em módulos temáticos, ela conjuga exercício de imaginação e criatividade com disciplina.

“Penso que o escritor se assemelha um pouco ao corredor, quando se trata de treino e aperfeiçoamento”, afirma Sandra Veroneze, coordenadora das atividades. Segundo ela, o corredor se testa em diversos terrenos, horários do dia e condições climáticas. “Com o escritor é um processo parecido. Quanto mais escrever, a tendência é que melhor escreva, especialmente se forem diversificados os espaços de criação, e esse é o mote da oficina Provocações”.

A escritora Cleia Dröse integra o grupo de alunos do Provocações. Para ela, ser desafiada a escrever nos moldes da oficina é como receber novo alento ao estar cansada. “Comparo com uma fogueira que já queimou toda a lenha e que de repente recebe gravetos secos e uma rajada de vento. Pronto! Volta a chama a queimar e tudo se renova”.

Outra integrante, Rosalva Rocha afirma estar escrevendo mais e melhor neste formato sob demanda. “Ele me instiga a sair do meu quadrado para entrar em outros mundos. Daí a minha imaginação e criatividade são afloradas. Tenho gostado do resultado”, afirma.

Para Magno Machado de Freitas, é uma iniciativa maravilhosa ser desafiado a escrever sobre temas desconhecidos. “Isso nos desafia a desacomodar nossas mentes, trabalhando nossa criatividade! Eu faço com meus alunos também… Estou amando! Ansioso pelos próximos desafios!”.

Eduardo Guilhon Araújo diz que fazer parte do Clube da Prosa é como ganhar uma viagem para o desconhecido. “Talvez você irá para um lugar sonhado, talvez para um que você nunca imaginou!”. Isto, na sua opinião, o tira do conforto, cria desafios da escrita e o faz um escritor melhor. “Agora então que temos um Clube seleto (quase uma confraria) podemos conhecer outros escritores e suas histórias onde conhecemos as ‘viagens’ que cada um dá com a escrita. Imperdível!”

Mara Carvalho Leite afirma que, no início, achou que seria complicado ser desafiada a escrever com temas específicos propostos pela oficina. Porém, aos poucos foi absorvendo a ideia e acabou gostando da proposta. “Tenho que sair da minha zona de conforto e escrever sobre coisas que talvez jamais escrevesse. Tem sido prazeroso, pois a imaginação fica mais aguçada pelo estímulo do desafio.” Além, disso, segundo ela, o suporte dado pela Editora a deixa mais confiante.

Segundo Giovana Schneider, a oficina nos moldes de Provocações a motiva. “Desperta meu interesse e isso é muito legal. A primeira vez, lembro-me, fiquei um tempo pensando. Li, reli a provocação algumas vezes. Passado algum tempo, sentei-me em frente ao notebook e comecei a digitar. As ideias vinham com clareza.” Segundo Giovana, esse processo é muito legal. “Gosto demais. Estou sentindo um crescimento significativo na minha escrita. Está sendo, como posso dizer, gratificante. Quando acabo um módulo, com suas provocações, já fico pensando no próximo… Que provocações terá?”.

Para Hebe Bonazzola, o maior desafio é o interno. É mais do que simplesmente “querer”. “Porque o passo seguinte, para implementar a decisão, é mobilizar-se, abrir-se para a exposição. É tirar as ideias para tomar sol, mas que se espalhem com alguma lógica. Deve haver uma sistematização que possa ser agradável para quem lerá, pois o foco é esse e o primeiro crítico e revisor sou eu mesma. É bem complexa essa divisão entre o dentro e o fora que tem de resistir ao desafiar-se”, afirma.

Interessados em participar da oficina Provocações e do Clube da Prosa podem solicitar informações completas pelo email sandra.veroneze@pragmatha.com.br.

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