
O livro Prosa e Versos à Amazônia, de Conceição Maciel publicado pela Pragmatha Editora, é uma coletânea literária que exalta a biodiversidade e a cultura da região norte do Brasil.
Com poesias, contos e crônicas, a escritora paraense explora temas como a preservação ambiental, o folclore local e a resistência feminina. A obra denuncia a degradação da natureza enquanto celebra cidades e distritos amazônicos por meio de versos líricos e narrativas lúdicas.
O projeto foi viabilizado pela Lei Paulo Gustavo, reforçando o compromisso com o fomento à leitura e a valorização de artistas regionais. Além do conteúdo escrito, o volume conta com ilustrações artísticas que complementam a identidade visual focada na conexão entre o homem e a floresta. Assim, o material serve como um manifesto ecológico e cultural em defesa do patrimônio imaterial da Amazônia.
Particularidades da obra:
> Forte conscientização ambiental e apelo pela natureza
O livro faz um retrato sensível e crítico sobre a degradação do meio ambiente, abordando temas urgentes, como o desmatamento, a poluição dos rios e as grandes queimadas que afetam a fauna e a flora. Por meio da poesia, a autora busca alertar sobre a ação insana do homem e promover o respeito pela vida, retratando a Amazônia como o “pulmão do mundo” e um tesouro que precisa ser protegido.
> Valorização do folclore e da cultura do Norte do Brasil
A obra é um verdadeiro mergulho na identidade amazônida e paraense. A autora dedica belos versos para homenagear cidades, tradições e elementos culturais do Pará, como Belém (com seu açaí, tacacá e Círio de Nazaré), Bragança e Capanema. Além disso, a seção de contos resgata o encanto das lendas ribeirinhas e indígenas, como a sedutora história do encontro entre a Iara e o Boto e o cotidiano da tribo dos Tapuianos.
> Expressão da resistência e sensibilidade feminina
O livro é o registro da voz genuína de uma escritora mulher, nortista e mãe, que utilizou a escrita e a realização de seus sonhos como uma forma de resistência diante das dificuldades, do autoritarismo e do patriarcado. A obra constrói um paralelo poético e intrínseco entre a dualidade da “mulher & natureza”, entregando ao leitor palavras que misturam força feminina e a delicadeza do lirismo.
24/07/26