Pomeranos e alemães: novo livro de Airton Iepsen destaca pessoas comuns, como parteiras e pastores leigos

O escritor e pesquisador Airton Fernando Iepsen está publicando pela Pragmatha Editora a obra “Pomeranos e alemães na Serra dos Tapes e arredores”. Confira três motivos pelos quais é leitura obrigatória para quem se interessa por história, cultura e tradição.

O resgate da memória dos “protagonistas anônimos” da história

O autor opta por focar em pessoas comuns que não figuram na literatura convencional ou na “história oficial”, mas que foram peças fundamentais no cenário local e regional, como parteiras, professores de escolas rurais e pastores leigos. O livro cumpre a função essencial de documentar histórias baseadas na oralidade e em memórias que, se não fossem registradas na obra, fatalmente se perderiam para sempre e acabariam sepultadas junto com os imigrantes e seus descendentes.

A compreensão aprofundada e sem romantização dos desafios enfrentados pelos colonos

A leitura oferece uma visão realista das extremas dificuldades que alemães e pomeranos encontraram ao se estabelecerem na Serra dos Tapes, buscando desconstruir mitos sobre o processo de colonização. O livro permite entender como essas comunidades sobreviveram à ausência quase total do poder público, detalhando a dependência de curandeiros e parteiras devido à falta de médicos, a criação de escolas geridas pelas próprias comunidades, e até os severos conflitos, revoltas armadas e insatisfações contra os abusos e monopólios do colonizador Jakob Rheingantz.

A valorização das origens, da ancestralidade e da preservação cultural

Para quem tem interesse em história familiar, o livro funciona como um importante documento de pesquisa sobre ancestrais, resgatando tradições, línguas, crenças e costumes dos povos originários do norte da Europa. O autor ressalta que descobrir e entender as origens daqueles que fugiram de guerras e da falta de oportunidades é um legado valioso que se deixa para as famílias, servindo também como um excelente incentivo à leitura impressa para reconectar as pessoas com o mundo real e afastá-las do excesso de telas e redes sociais.

Na imagem, dona Enilda com 15 anos (Fonte: Vera Maria Spiering Peglow).

14/06/26