Pesadelo

            Um cão enorme guardava a porta.  O que fazer? — pensou Luiza. Ela precisava adentar naquele lugar sombrio. Só assim ficaria livre da maldição. Sabia que não seria fácil, mas precisava tentar. A noite estava escura, os olhos do cachorro pareciam duas fogueiras que reluziam na escuridão da noite. Com seus alvos dentes brancos, parecia até que estava sorrindo, mas estava rosnando. De repente o tempo mudou. Um raio riscou o céu. Um clarão assustador. Luiza fecha os olhos. Quando olha, dá de cara com o cão olhando para ela. Um arrepio sobe-lhe as costas. Ela se põe a correr. Sente quando ele a derruba e crava os dentes no seu pescoço…

            Ela acorda assustada com o próprio grito. Seu marido também acorda meio zonzo, olha para Luiza e pergunta:

            — Novamente o pesadelo, meu bem?

            — Sim — ela responde — E agora ele conseguiu me pegar…

            — Calma — ele fala abraçando-a e afagando seus cabelos — Vem cá, foi só um sonho ruim.

            — Estou achando muito estranho isso tudo — Luiza fala chorando — Toda noite estou tendo o mesmo pesadelo.

            Amanhece o dia. Luiza se levanta e vai preparar o desjejum. Senta à mesa, o pesadelo não lhe sai da cabeça. Desde que salvou aquela criança das garras daquele Rottweiler raivoso, alguns dias depois os pesadelos começaram. Até hoje não sabe de onde tirou coragem para enfrentar aquela fera. Agora era a hora de juntar forças para enfrentá-lo nos pesadelos.

Por Giovana Schneider

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Texto integrante do projeto de exercício literário proposto pela Pragmatha Editora em suas redes sociais. Participe! Em caso de dúvida, converse com a editora Sandra Veroneze pelo e-mail sandra.veroneze@pragmatha.com.br

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