Pantufas

Senti vergonha ao entrar no restaurante quando, só então, percebi que estava de pantufas.

Voltar para casa não valia a pena. Era longe. E não adiantaria muito, pois já haviam notado minha extravagância! As pantufas de unicórnio não eram nada discretas!

Resolvi agir com naturalidade. Ao chegar ao buffet derrubei um prato, que se espatifou no chão e causou um ruído estridente. Novos olhares para mim.

Tudo bem, vamos agir com naturalidade…

Após o jantar precisei ir ao toalete. Fiquei trancada! Bati freneticamente na porta! Uma moça tentou ajudar, sem sucesso. Chamou um funcionário. Ao conseguir destrancar a porta, ele comentou:

– Ah, a senhora das pantufas!

Saí daquele restaurante o mais rápido que pude.

No carro meu marido perguntou:

– Está tudo bem?

– Só quero chegar em casa e afundar na cama!

Por Marilani dos Santos Bernardes

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Texto integrante do projeto de exercício literário proposto pela Pragmatha Editora em suas redes sociais. Participe! Em caso de dúvida, converse com a editora Sandra Veroneze pelo e-mail sandra.veroneze@pragmatha.com.br

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