“Meu dançar” ensina técnicas de interpretação feminina para danças tradicionais gaúchas

A dança é arte, envolvimento e interpretação. No caso das danças tradicionais gaúchas, também é história e reviver de um tempo. Como as mulheres atuais, ao subirem num tablado para dançar queromana, tirana e tantas outras modalidades, incorporam ao bailar o jeito e percepção de ser e estar no mundo daquelas que a precederam 50, 80, até 100 anos?

A prenda e tradicionalista Sandra Regina de Alencastro Lima debruçou-se sobre este tema. O resultado é o livro “Meu dançar”, que está sendo preparado para lançamento pela Pragmatha Editora. A obra aborda como as prendas se percebem ao dançar e interpretar as danças tradicionais gaúchas, sabendo que representam mulheres de um tempo remoto, com ideias, possibilidades, realidades bem diferentes das atuais.

O objetivo, segundo a autora, é compartilhar técnicas e ferramentas para que as prendas, meninas, mulheres, compreendam quem eram as mulheres que elas projetam nas danças tradicionais gaúchas, e como representá-las o mais fielmente possível e com leveza, com prazer.

“Meu dançar” tem como público-alvo as prendas, peões e apreciadores da arte de dançar.  “Me junto a um grupo de tradicionalistas que querem estudar mais, compreender melhor, cultivar raízes, ir além do que conhecem sobre as danças e nossa cultura”, afirma Sandra. Ela diz que o amor às coisas do Rio Grande é cultivado de geração em geração. Desde os seis anos vivencia as danças tradicionais gaúchas, começando na escola. Aos 15 concorreu ao título de prenda do CTG Estância Pedro Broll Sobrinho, em Cacequi, e começou a participar do grupo adulto da entidade. “Muitas histórias, muitas vivências nesse grupo por muitos anos”, conclui.

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