Prefácio de Jeito Gaúcho: RS, uma terra única e apaixonante

O Rio Grande do Sul é uma terra única e apaixonante. Há quem diga que seja de contrastes: por um lado, progressista; de outro, agarrada ao seu passado.
Gosto de pensar neste chão como um lugar em movimento. Chimarrão e churrasco dividem o mesmo espaço simbólico com os cafés urbanos, com as universidades…
Talvez o que tenha de mais bonito seja exatamente sua diversidade cultural. Alguns se identificam com o galpão e a lida campeira. Outros significam o mate como lugar de pertencimento. Há o descendente de italianos que cultiva a memória da colônia; o de alemães que preserva festas e sotaques. O negro resgata a força de uma história muitas vezes invisibilizada; o indígena busca manter viva uma herança ancestral.
As particularidades não param aí. Também é gaúcho de um jeito muito próprio quem nasce na Campanha, na Fronteira, na Serra, no Litoral, nas Missões ou na Região Metropolitana. Cada lugar molda suas gentes. Não existe, portanto, um único Rio Grande do Sul, mas muitos. E todos somos gaúchos. Inclusive, de alguma forma, aqueles que chegam de fora e se aquerenciam.
A coletânea que você tem em mãos é uma homenagem a esse mosaico cultural. Demonstra que é possível construir o futuro sem esquecer do passado. Mostra que é possível gostar de milonga na mesma intensidade que se aprecia samba e rap.
Existem muitos jeitos de ser gaúcho. Qual o teu?
Desejo uma ótima leitura.

Sandra Veroneze
Editora

17/08/26