Curiosidade perante circunstâncias

Um cão enorme guardava a porta e era a observação unânime para os que ali passavam. O que estaria cuidando e para quê?

A curiosidade se agigantava perante as circunstâncias, que em nada mudavam. Certo dia, um morador encorajou-se e foi tirar satisfação com o animal, que nem se importou com sua presença, fato que o deixou ainda mais intrigado.

Voltou ao local várias vezes e a pergunta continuava a rondar sua cabeça e sem respostas concretas. Usou vários meios para atiçar o instinto animal, que por sua vez continuava tranquilo em posição de descanso e tudo era estranhamente normal para aquele cão que, de certa forma, ignorava sua presença. E de fato sua pessoa não tinha importância.  Fez pouco caso e levantou-se e se afastou em passos lentos.

Da mesma forma, foi seguido. Formou-se uma longa caminhada e retornou ao mesmo lugar.

Então o observador concluiu. Assim somos nós. Preocupamo-nos tanto com os outros que esquecemos de nós mesmos.

Por Nelci Bach

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Texto integrante do projeto de exercício literário proposto pela Pragmatha Editora em suas redes sociais. Participe! Em caso de dúvida, converse com a editora Sandra Veroneze pelo e-mail sandra.veroneze@pragmatha.com.br

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