Crepitar

Naquele inverno, o frio estava intenso. A sensação térmica beirava o zero grau. Mas ela realizara um sonho, que sempre tivera: ter uma lareira em casa. O calor era reconfortante. Morava em uma cabana na montanha e sair de casa naquela época do ano era praticamente impossível. Vivia sozinha, desde que ficara viúva. Tornara-se uma escritora, muitos a achavam excêntrica, por gostar de viver sozinha. Mas ela não se importava, e sempre falava que saber ser sozinha é muito necessário, em certas situações, e que as letras eram suas companhias. Olhou sorrindo para a lareira. O crepitar, junto com o som do vento vindo lá de fora, formava uma combinação perfeita — pensou. Uma verdadeira poesia. Pegou o caderno e começou a escrever. Sua mente começara também a crepitar.

Por Giovana Schneider

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