
“Contar histórias, uma arte ancestral”, organizado pela escritora Cleia Dröse e publicado pela Pragmatha Editora, compila os resultados de uma oficina realizada em 2024 sobre a arte ancestral de contar histórias. O livro reúne biografias, relatos de experiência e textos criativos produzidos pelas doze participantes, que buscaram se capacitar para atender à demanda de escolas e eventos literários em São Lourenço do Sul.
Os textos exploram a transição entre o ato de ler e a técnica de narrar, enfatizando o uso da voz, expressão corporal e recursos lúdicos. Além das reflexões pedagógicas, a antologia apresenta histórias infantis originais que abordam temas como amizade, preservação ambiental e superação de medos. O projeto reafirma a contação como uma ferramenta essencial de encantamento e conexão humana, capaz de transcender suportes tecnológicos modernos.
Por que ler “Contar histórias, uma arte ancestral”?
Aprender a diferença fundamental entre ler e contar histórias
Vários relatos do livro destacam que a contação é uma arte que vai muito além da leitura, exigindo técnica, entrega, improvisação e expressão corporal. A obra mostra como o contador precisa internalizar o texto e usar a tríade de corpo, voz e olhar para encantar os ouvintes e transportá-los para o mundo da imaginação, libertando-se da necessidade de segurar o livro nas mãos.
Acessar um repertório criativo de histórias infantis inéditas
Além das reflexões teóricas e práticas, o livro oferece textos infantis originais criados pelas próprias participantes da oficina. O leitor encontrará contos muito variados e prontos para serem contados a crianças, como “O Menino e o Lixo”, “A abelha Lili”, “O jacaré Zé” e “Os gatos do atelier da dona Mimi”.
Inspirar-se com relatos reais de superação e transformação
A obra reúne as experiências de 12 mulheres com diferentes vivências (professoras, artesãs, mães atípicas) que utilizaram a oficina de contação para o desenvolvimento pessoal e profissional. Os relatos mostram como a arte de contar histórias as ajudou a superar a timidez e o medo de falar em público, além de servir como ferramenta lúdica para lidar com desafios diários, como enfrentar dores crônicas ou estimular crianças com desenvolvimento atípico.
14/07/26