Autores ocultos e construção compartilhada é a fórmula de “À luz do escuro”


Tudo começou na primeira semana de novembro do ano passado, quando um convite inusitado chegou a dez escritores de São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul. A proposta, assinada pela também escritora Cleia Dröse, era de produzirem uma obra coletiva, na qual cada autor poderia definir as características principais do próprio personagem.
Depois de dois meses e meio de intensa produção e interação, está sendo lançada, pela Pragmatha, a obra “À luz do escuro”, com organização de Cleia Dröse e coautoria de Arita Martins Corrêa, Jefferson Dieckmann, Loiva Inez Tessmer Büttow, Márcia Tomazetti, Marisa Burigo, Nelci Griesbach (Nelci Bach), Soleni Peres Heiden, Susani de Castro Pitano, Verena R. Becker e Vitória Oliveira.
Um dos maiores desafios, segundo Cleia, foi a própria construção compartilhada, que exigia constantes adequações de personagens aos textos dos demais autores. “Um detalhe que tornou o trabalho mais interessante foi o fato de que os autores desconheciam quem eram os demais integrantes”, analisa.
Na sua opinião, além de um exercício literário, foi também um exercício de tolerância e empatia, pois os coautores precisavam criar e levar em conta a criação da outra pessoa.

Os autores integram o CEL – Centro de Escritores Lourencianos.
A obra será lançada em março.

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