
“Retalhos de Poesia”, livro escrito por Agenor de Mello Coelho e publicada pela Pragmatha Editora, celebra a cultura gaúcha e as vivências do autor ao longo de seus oitenta anos.
Com uma linguagem simples e de temática regionalista, os textos exploram a transição entre a vida campeira e a urbana, abordando a saudade, a natureza e as tradições do Rio Grande do Sul.
O livro manifesta reflexões profundas sobre a fé, o envelhecimento e a importância da preservação ambiental, contrastando a pureza do campo com os desafios da modernidade.
Cada verso se apresenta como um resgate de memórias, exaltando figuras como o peão e a prenda, além de valorizar a leitura como ferramenta de liberdade. Esta produção literária serve como um testamento de identidade, unindo o lirismo das emoções humanas ao cenário rústico das pampas.
Conexão profunda com a cultura e tradição gaúcha
A obra é um verdadeiro resgate das raízes do Rio Grande do Sul, escrita com um autêntico “linguajar do estilo campeiro”. O autor oferece uma rica imersão no nativismo ao dedicar seus versos a elementos clássicos da vivência pampeana, como a Chama Crioula, a lida do peão, a importância dos cavalos, a vida no galpão e o tradicional amargo do chimarrão.
Uma inspiradora jornada pela memória e sabedoria de vida
Escrito por um autor que celebra a chegada dos seus 80 anos na obra, o livro convida o leitor a viajar no tempo, desde as lembranças da infância como “guri” até as experiências e percepções de uma vida madura. É uma leitura inspiradora que carrega a mensagem central de que “velho é quem deixa de sonhar” e que a idade não deve interferir na capacidade de apreciar as belezas e os romances da vida.
Reflexões críticas sobre a tecnologia, a natureza e os valores humanos
O livro não se limita apenas à nostalgia e ao lirismo, mas faz um contraponto com a sociedade contemporânea. O poeta apresenta críticas contundentes à destruição do meio ambiente em nome do progresso e do lucro. Além disso, reflete sobre como a dependência dos celulares e das tecnologias modernas tem escravizado as pessoas e afastado as famílias do convívio e do diálogo. É um apelo poético para a valorização do amor, da simplicidade e do cuidado com a “mãe natureza”.
16/07/26