
A escritora Milene Blödorn Sell publica, pela Pragmatha Editora, o livro “A jiboia Ariana”. O livro é ilustrado por Larissa Silva. Nesta entrevista, Milene fala sobre o processo criativo e suas inspirações, bem como objetivos, para confecção da obra. Confira:
Como foi o processo criativo de dar vida à personagem Ariana e sua aventura?
Comecei a rascunhar essa história há seis anos, inspirada pelo universo das histórias infantis que contava para o meu filho. Até então, eu só havia escrito crônicas e haicais. Escrevi a história da jiboia, que inicialmente batizei de Joia, e guardei. Cinco anos depois, minha mãe e eu participamos de um curso de escrita criativa com a escritora Márcia Funke Dieter e, ao longo do curso, aquela versão inicial transformou-se numa história pronta. O nome foi substituído porque entendi que ele precisava carregar a identidade da personagem. Foi um processo prazeroso e enriquecedor.
Do que a obra trata?
A obra fala sobre uma jiboia que vive solitária em uma mata e, sem entender o porquê, encontra inúmeras desculpas pra não se alimentar de outros animais. Tudo passa a fazer sentido quando um macaco muito observador percebe que Ariana é uma jiboia diferente.
Quais suas fontes de inspiração?
Adoro imaginar os animais personificados. Atribuir a eles características, sentimentos e ações humanas é fascinante para mim. Leio muitas histórias infantis e assisto a filmes de animação. Sem aviso prévio, a ideia surge.
Você pretende deixar alguma mensagem com o livro?
Acredito que o simples fato de ler e se encantar com a leitura já compensa a existência do livro. Quando escrevi esse livro não pensei em transmitir nenhuma mensagem, e penso que ela não seja unânime. Mas, agora, eu diria: às vezes precisamos do olhar de quem está de fora da situação para enxergar o que acontece dentro de nós. Esse é o meu entendimento.
O que mudou em você, durante a feitura do livro?
A maneira de ler. Ao escrever um livro infantil, passei a ler os livros de outros autores não só pelo deleite, mas com um olhar crítico, atento aos detalhes. Ouso dizer que não foi só o modo de ler os livros que mudou, mas também a maneira de ler o mundo. As sutilezas da vida se tornaram estímulos criativos.
31/03/26