Adão Quevedo: “Tentativa de tocar melodicamente o coração das pessoas mais sensíveis”

O escritor Adão Quevedo está publicando pela Pragmatha Editora o livro “Tempo – Olho invisível”. O projeto é uma parceria com o Dodecaedro Refúgio Literário. Nesta entrevista, ele fala sobre o processo criativo e bastidores de confecção do novo livro. Confira:

Como foi o processo de escolha dos poemas?

A escolha dos poemas foi um processo meio natural, devido aos muitos anos dedicados à música e à poesia, convivendo com grandes poetas, onde fui evoluindo meus conhecimentos por ser observador e sedento de adquirir a realização dos meus sonhos e desvendar, aos poucos, os mistérios da existência e as inquietudes da alma.

Como é seu trabalho criativo? Tem alguma rotina?

A rotina do fazer poético não é rotineira, porém fascinante, pela possibilidade de refugiar-se, quando as coisas materiais, na luta pela sobrevivência, não me privassem de buscar nos meus adentros, a essência observadora de olhar o mundo com olhos indagadores, de ver além de onde os olhos alcançam.

Quais os temas que mais o fascinam?

Os temas são variados, pois acredito que a poesia não tem fronteiras, pode estar entre uma fagulha de fogo de chão e a labareda urbana, onde o fogo das pressas humanas conduzem a velocidade que a vida impõe, nos afastando de nós mesmos, para sermos insensíveis materialistas.

Qual é a pretensão, a intenção, do seu fazer poético?

A pretensão poética me veio ha mais de 50 anos, mais por inspiração, intuições proporcionadas pela música, desde a juventude, paralelamente a poesia veio atrelada às notas musicais, fiz meu universo interior no quintal da minha necessidade de expor meus pensamentos, para que, no futuro, possa tocar alguma alma parecida com a minha.

O livro pretende deixar alguma mensagem?

As mensagens destes versos estão dentro de cada metáfora, na tentativa de tocar melodicamente o coração das pessoas mais sensíveis, que vivem mais por dentro do que por fora. Sem pretensão ou vaidade, apenas escrever o que Deus poeta, desenhou, e a humanidade não consegue ver.

20/3/26