
O escritor Paulo Pinto está ultimando os preparativos para publicação de “Mais garrida” pela Pragmatha Editora. O prefácio é de Maria José de Oliveira Santos. Confira:
Já apresentei vários tipos de textos de Apresentação de livros. E o faço, porque gosto de exercitar e, também, com a finalidade de conhecer outras fontes de conhecimentos, sejam acadêmicos, historiográfico, memorialistas, culturais, de aventuras, textos religiosos e ficcionais.
Aparece-me, agora, um texto ficcional cheio de memórias entrelaçadas a dados reais que se conectam perfeitamente. E, quem construiu esse “artesanato de palavras” foi um advogado. E, como não posso (não devo) deixar essa história no anonimato, cito seu nome: Paulo Pinto.
Acompanhemos o que percebi e senti ao ler o romance Mais Garrida.
O título é instigante. O nome da personagem principal é Margarida. Trata-se de uma menina cheia de dotes, que se faz mulher e tem um filho com Apoena, que se chama Cauã. Para chegar até Cauã, objetivo principal do romance, o eu-lírico do escritor narra diversas passagens por lugares que se posicionam, geograficamente, ao lado de uma Vila, considerada a sede da região rural. A Vila, por sua vez, situa-se próxima à Capital.
Nessa trama, entra a diversidade étnica, priorizada pelo escritor: a indígena. E a relação entre Margarida e o velho Pajé, Itagiba, movimenta a narrativa, que ora é memorialista, ora é factual, ora é puro romance. Paulo Pinto apresenta sua história romanesca com uma linguagem técnica entremeada por momentos risíveis, descritivos e explicativos (aprendi sobre lugares próximos a mim, mas que conhecia apenas por conversas entre pessoas conhecidas, peças de madeira e de caminhão, e tantos outros).
Bem, como o convite foi para apresentar e, claro, após ter lido a narrativa, sugiro que leiam Mais Garrida e tirem sua conclusão (ou não), pois o texto é denso e sugere várias leituras (interpretações).
A minha, já tenho.
Aguardo a sua.
Maria José de Oliveira Santos
Professora Mestra, e pesquisadora aposentada da UNEB/CAMPUS II. Sócia da Casa do Poeta de Alagoinhas (CASPAL) e da Academia de Letras e Artes de Alagoinhas (ALADA).
3/3/26