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Paixão por livros e tecnologia - 16/01/2017

Cleonice Hahn é autora Pragmatha e essencialmente uma curiosa. Interessa-se por diversos assuntos, aprofunda o conhecimento e tem prazer em compartilhá-lo. Neste artigo, fala sobre uma de suas paixões: a tecnologia mediando a prática de ensino e aprendizagem.


Sandra Veroneze / Editora Pragmatha: Você faz literatura engajada. Você acredita na palavra como fator de cura e transformação?

Cleonice Hahn: Faço, especialmente de assuntos na área em que atuo. Gosto também de leitura polêmica e as que tratam de assuntos ligados à gnose. Acredito que a palavra pode curar e transformar, mas quem escreve deve ter a habilidade para tanto, ou seja, conseguir envolver o leitor e atingir esses objetivos.

 

Sandra Veroneze / Editora Pragmatha: Como foi a experiência de ter seu trabalho publicado?

Cleonice Hahn: Foi muito bom. No meu caso foi a semente plantada, pois a partir da publicação desse primeiro trabalho senti segurança para produzir muito mais.

 

Sandra Veroneze / Editora Pragmatha: Como você avalia o interesse por literatura nas novas gerações? Nós, enquanto editores, professores, autores, estamos falhando?

Cleonice Hahn: O interesse pela leitura das crianças e adolescentes, dos jovens, depende muito da família. Se na família existe o hábito da leitura, os mais jovens agregam esse gosto. No entanto, esse gosto e prática pode ser desenvolvido na escola, mas poucos professores leem e por isso não instigam a leitura nos alunos. Isso precisa ser muito bem trabalhado porque não é ler por obrigação, mas por vontade, por interesse e isso só é estimulado por quem gosta e tem interesse na leitura. Quanto aos editores, penso que fazem a parte deles... Se o material é bom eles publicam, e se não é tão bom também, pois precisam sobreviver. Quanto aos autores, creio que tem muita gente que poderia contribuir e publicar, mas não há incentivo, facilidades, publicidade para isso por parte, por exemplo, das editoras. Não há profissional que mais produza escrita que o professor, mas ele não publica porque não há incentivo das escolas, das mantenedoras... Tudo vai para a gaveta, para uma pasta do computador e na maioria das vezes é esquecido.

 

Sandra Veroneze / Editora Pragmatha: As novas tecnologias estão ajudando ou atrapalhando no interesse dos alunos por literatura?

Cleonice Hahn: Sou suspeita em responder, pois sou a favor da utilização das tecnologias no espaço escolar e para além dele como estratégia e apoio para a aprendizagem dos alunos, mas para mim o problema está na orientação do seu uso. Creio que os jovens poderiam usar a Internet como apoio para a construção do seu conhecimento se fossem bem orientados. Nesse momento, talvez atrapalhe o interesse pela leitura, mas isso pode ser solucionado quando os professores se derem conta de que precisam também aprender a utilizá-la para então dinamizar suas práticas e usufruir delas a seu favor, e consequentemente, a favor do aluno.

 

Sandra Veroneze / Editora Pragmatha: Como você vê o futuro do livro no mundo e no Brasil?

Cleonice Hahn: "O futuro do livro ... arrisco dizer que serão na maioria digitais e aberto (com algumas restrições de uso), mas creio que os impressos também existirão de modo a  contemplar  o gosto dos leitores. Conheço muitas pessoas que usam o computador para tudo, mas não dispensam a leitura de um bom livro impresso. No entanto, hoje, vivemos um momento em que se luta pela democratização da educação, isto é, oportunizando o acesso ao conhecimento para todos, sem exceções. Pesquisando na web, já podemos acessar vários  e-books  lançados em formato digital ou como versão eletrônica de um livro que já foi impresso, gratuitamente.

 


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